Apoio

Análise do risco de fratura osteoporótica em doentes com artrite reumatoide sob terapêutica biotecnológica

Análise do risco de fratura osteoporótica em doentes com artrite reumatoide sob terapêutica biotecnológica

Interna de Reumatologia no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), a Dr.ª Maria Rato irá apresentar o trabalho “FRAX 10-yr Fracture Risk in Rheumatoid Arthritis Assessed With and Without Bone Mineral Density – are we treating our patients under bDMARDs?” nesta 21.ª edição do Annual European Congress of Rheumatology da European League Against Rheumatism (EULAR). Em entrevista à News Farma, a especialista revelou os resultados e conclusões do projeto. Assista ao vídeo.

Vídeo

O estudo, a ser apresentado durante a sessão “Osteoporosis”, no próximo dia 6 de junho, teve como principal objetivo “identificar os doentes com atrite reumatoide em tratamento biotecnológico com alto risco de fratura em 10 anos, utilizando o Fracture Risk Assessment Tool (FRAX), e avaliar se estes doentes estão a receber tratamento para a osteoporose”, adianta a reumatologista.

Para isso, foram utilizados dados de 303 doentes com artrite reumatoide sob tratamento biotecnológico, seguidos no CHUSJ, e registados no Registo Nacional de Doentes Reumáticos, tendo em conta o cálculo do FRAX com e sem a densidade mineral óssea, acrescenta.

“Quando calculámos o FRAX sem a densidade mineral óssea para o total da amostra, cerca de 25% dos doentes foram categorizados em alto risco de fratura. Entre eles, apenas 41, isto é, 54% dos doentes estavam a receber tratamento para a osteoporose. Por outro lado, quando calculámos o FRAX com a densidade mineral óssea, sendo que dispúnhamos deste dado em 231 doentes, identificámos 99, isto é 33%, com alto risco de fratura, sendo que aproximadamente metade estava a receber tratamento para a osteoporose”, revela a investigadora.

Neste sentido, a reumatologista considera que “é muito importante avaliar com precisão o risco de fratura osteoporótica nos doentes com artrite reumatoide para tratá-los adequadamente”, já que “um quinto dos doentes foi reclassificado como alto risco quando o FRAX foi calculado com a inclusão da densidade mineral óssea”, conclui a Dr.ª Maria Rato.

quinta-feira, 04 junho 2020 12:45
Posters


News Farma Review

Lilly

Newsletter

Receba em primeira mão todas as notícias