O estudo, a ser apresentado durante a sessão “Osteoporosis”, no próximo dia 6 de junho, teve como principal objetivo “identificar os doentes com atrite reumatoide em tratamento biotecnológico com alto risco de fratura em 10 anos, utilizando o Fracture Risk Assessment Tool (FRAX), e avaliar se estes doentes estão a receber tratamento para a osteoporose”, adianta a reumatologista.
Para isso, foram utilizados dados de 303 doentes com artrite reumatoide sob tratamento biotecnológico, seguidos no CHUSJ, e registados no Registo Nacional de Doentes Reumáticos, tendo em conta o cálculo do FRAX com e sem a densidade mineral óssea, acrescenta.
“Quando calculámos o FRAX sem a densidade mineral óssea para o total da amostra, cerca de 25% dos doentes foram categorizados em alto risco de fratura. Entre eles, apenas 41, isto é, 54% dos doentes estavam a receber tratamento para a osteoporose. Por outro lado, quando calculámos o FRAX com a densidade mineral óssea, sendo que dispúnhamos deste dado em 231 doentes, identificámos 99, isto é 33%, com alto risco de fratura, sendo que aproximadamente metade estava a receber tratamento para a osteoporose”, revela a investigadora.
Neste sentido, a reumatologista considera que “é muito importante avaliar com precisão o risco de fratura osteoporótica nos doentes com artrite reumatoide para tratá-los adequadamente”, já que “um quinto dos doentes foi reclassificado como alto risco quando o FRAX foi calculado com a inclusão da densidade mineral óssea”, conclui a Dr.ª Maria Rato.
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