O trabalho “What do COVID-19 data tell us so far regarding risk factors?”, apresentado no passado dia 4 de junho, no âmbito da sessão dedicada à “COVID-19 PARE session”, teve como base a análise da base de dados compilada pela EULAR e pela Global Rheumatology Alliance referente aos primeiros 600 casos de doentes reumáticos com COVID-19. O objetivo passou por “responder a questões muito prementes na Reumatologia” através do estudo dos fatores de risco para hospitalização, avança o especialista.
“Estes doentes têm, no particular caso das doenças inflamatórias reumáticas, uma disfunção imunológica subjacente à doença, e muitos dos doentes estão a tomar fármacos que influenciam o sistema imunitário”, sendo doenças que podem atingir diversos órgãos e sistemas, aumentando o risco de complicações no caso de infeção pelo novo coronavírus, aponta o Prof. Doutor Pedro Machado. Ainda assim, continua, “à semelhança da população em geral, a idade é um fator de risco, tal como a presença de comorbilidades”.
No que diz respeito às terapêuticas administradas, o investigador revela que “nenhum dos fármacos estudados aumentou o risco de hospitalização”, o que confere “alguma confiança em relação ao uso destas medicações nos nossos doentes”. Além disso, “os doentes a tomar bloqueadores TNF-α tinham menor risco de serem hospitalizados”, ao passo que “doentes a tomar doses de corticoides de 10mg de prednisolona ou equivalente tinham um risco maior de serem hospitalizados”.
“Isto tem implicações muito importantes, porque informa a comunidade da Reumatologia em relação aos fatores de risco para um pior outcome desta infeção e deixa-nos mais tranquilos em relação ao uso destes fármacos”, conclui o Prof. Doutor Pedro Machado.
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