No segundo dia do EULAR 2020, a Lilly promoveu um Simpósio Satélite dedicado ao tratamento da espondiloartrite, com o objetivo de discutir as necessidades não atingidas na doença, as metas e as principais recomendações terapêuticas, assim como abordar a evidência clínica recente de ixecizumab no tratamento destes doentes. Para debater estes assuntos, reuniu um painel de especialistas composto pelos Profs. Doutores Helena Marzo-Ortega, Peter Nash e Xenofon Baraliakos, contando ainda com a presença do Prof. Doutor Joachim Sieper, a quem coube a moderação da sessão.
Os indivíduos que sofrem de artrite reumatoide (RA) com atividade de doença aumentada são mais frequentemente afetados por trombose. Um estudo sueco recente concluiu que, entre os doentes com atividade de doença elevada, um em cada 100 desenvolverá tromboembolismo dentro de um ano, um aumento superior ao dobro comparativamente com doentes em remissão.
A Prof.ª Doutora Fulvia Ceccarelli, reumatologista da Universidade La Sapienza, Roma, foi uma das palestrantes da sessão dedicada aos avanços no tratamento do lúpus da EULAR 2020. A sua apresentação focou-se no potencial de aplicação de um novo índice para avaliação dos doentes com lúpus eritematoso sistémico (SLE) – o índice lupus comprehensive disease control (LupusCDC), que considera simultaneamente a atividade da doença, em termos de obtenção de remissão, e a progressão de danos crónicos. “Estes parâmetros constituem os principais outcomes em doentes com SLE e, embora estejam interligados, não existem até à data índices que incluam ambos os outcomes”, referiu a especialista.
A Dr.ª Laurette van Boheemen, do Centro Médico Universitário de Amsterdão, apresentou a palestra intitulada “Predicting rheumatoid arthritis using the Symptoms in Persons At Risk of Rheumatoid Arthritis (SPARRA)”, integrada na sessão “Artrite Reumatoide – prognóstico, preditores e outcome” da EULAR 2020. A sua apresentação incidiu sobre os resultados da investigação da sua equipa, que propôs determinar a prevalência e o valor preditivo dos sintomas em pessoas em risco de desenvolverem artrite reumatoide (RA).
Novos dados estatísticos europeus mostram que, mesmo na Europa, há cada vez mais pessoas a tomar fármacos opioides para a dor associada a doenças reumáticas ou músculo-esqueléticas. Segundo um estudo atual realizado na Catalunha, Espanha, o consumo de fármacos opioides para a dor em doentes com osteoartrite (OA/artrose) de 2007 até 2016 aumentou 15 a 20% em todos os doentes registados.
O aumento do risco de doença cardiovascular permanece um tópico importante e desafiante tanto para os clínicos como para os doentes com doenças inflamatórias imuno-mediadas (IMIDs). Na sua 21.ª edição do Congresso, a EULAR juntou um painel de peritos constituído pelo Prof. Doutor George Kitas, Prof. Doutor Michael Nurmohamed e pela Dr.ª Dafna Gladman, para discutir as evidências e as mais recentes recomendações para a gestão de risco de doença cardiovascular em doentes com artrite reumatoide (RA) e outras doenças articulares inflamatórias.
Na sessão da EULAR 2020 dedicada às doenças pulmonares e outras comorbilidades em artrite reumatoide (RA), o Prof. Doutor Jérôme Avouac, reumatologista no Hôpital Cochin, Paris, apresentou os resultados do estudo liderado pela equipa francesa que visou avaliar o potencial da aplicação de biomarcadores na estratificação do risco de doentes com RA para a doença pulmonar intersticial (ILD), a principal manifestação pulmonar da RA. “A ILD é um fator prognóstico desfavorável, traduzindo-se num decréscimo da sobrevivência dos doentes com RA”, explicou o orador.
“Gut microbiota dysbiosis in the high-risk individual for RA triggers the mucosal immunity perturbation and promotes rheumatoid arthritis development” é o título do estudo que a Dr.ª Yubin Luo levou a debate na Sessão Plenária de Abstracts da EULAR 2020. A especialista do Departamento de Reumatologia e Imunologia no West China Hospital, Chengu, China, apresentou os resultados do estudo que teve como objetivo “clarificar as alterações na microbiota intestinal em indivíduos com elevado risco de artrite reumatoide”.
A EULAR publicou recomendações sobre os efeitos adversos reumáticos imunorrelacionados provocados pelo tratamento do cancro com inibidores de checkpoint.
A European League Against Rheumatism (EULAR) publicou recomendações atualizadas para a gestão da nefrite lúpica. Esta atualização substitui as recomendações da EULAR 2012 e incorpora as evidências científicas recentes do uso de determinados fármacos, da monitorização da doença e de alvos terapêuticos.
A European League Against Rheumatism (EULAR) publicou recomendações atualizadas sobre o tratamento de doentes com artrite psoriática.
A Liga Europeia Contra o Reumatismo (European League Against Rheumatism, EULAR) é a organização europeia que representa as sociedades científicas, as associações de profissionais de saúde e as organizações para as pessoas com doenças reumáticas e músculo-esqueléticas (DRM).